Como o ciclo de desenvolvimento de startups pode ajudar sua empresa a Inovar

Há cerca de 2 anos atrás era comum ver empresas desenvolverem novos produtos / serviços com base em seus departamentos de Pesquisa & Desenvolvimento, dentro de um processo tradicional gerenciado pelo “Escritório de Projetos”, onde o novo produto nasce como fonte de pesquisas internas com conhecimento cientifico aplicado por quadro de mestres e doutores contratados em parceria com Centros Tecnológicos ou Academia, que com muita bagagem acadêmica, ajudam na implantação de metodologias e linhas de pesquisa direcionadas ao campo profissional , contudo, este pode se tornar um processo árduo, oneroso e que leva muito tempo, dado que a premissa de lançamento de um novo produto após ser concebido parte do fluxo que, primeiro tem-se o desenvolvimento (a codificação em si) e só então, os testes em fase beta de lançamento.

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Envolve ainda uma serie de pessoas e departamentos envolvidos na tomada de decisão, desde a área estratégica, até diretorias, gerenciais, supervisores e operacional, o que dificulta sua agilidade e devido esta configuração, muitas empresas deixam de inovar ou lançarem novos produtos porque estão com o ciclo de vida de produtos engessado, não conseguem sair da linha de pesquisa, perdem muito tempo e neste modelo tradicional, um novo produto pode levar de 12 a 24 meses para sair do “Escritório de Projeto”, isso quando definido sua aplicabilidade e viabilidade financeira-econômica, muitos nem se quer saem da linha de pesquisa, mesmo que milhões tenham sidos gastos na sua concepção, além de possuírem uma burocrática hierarquia no processo decisório.

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Numa nova abordagem com foco no Cliente, sem estruturação de novas hierarquias, com poucas pessoas, é possível criar um “Escritório de Startups”, mesmo com a utilização de metodologia de Projetos, PMO, que por sinal, são muito eficientes e eficazes no acompanhamento do projeto e criação de indicadores, assim, começa-se pela validação de dados e hipóteses iniciais, onde buscar-se-á a validação qualitativa de hipóteses e depois a verificação quantitativa que a afirme que o mercado quer de fato a solução, em conjunto com o time envolvido no novo projeto, sobre a óptica de adequação do Problema ao Cliente e adequação da Solução ao Mercado, a fim de poder medir resultados concretos da adoção do produto para só então dar-se início ao ciclo de desenvolvimento (codificação) do produto e desta maneira, minimizar os riscos e investimentos da empresa no novo projeto.

Um dos grandes diferenciais do ciclo de desenvolvimento de startups, é que o time do projeto, não necessariamente precisa ser da empresa ou estar na empresa, e é fato que já existem empreendedores que estão com soluções prontas para atender o mercado e muitas das vezes resolvem aquele problema especifico que a empresa está criando um novo produto, só que não se conhecem e o projeto do empreendedor só precisa de um pequeno empurrão ancora para funcionar em piloto, ter ajustes e ganhar tração. Sendo assim, as empresas que já detém de infraestrutura e capital suficiente à disposição podem aprender com estes perfis capazes de criarem inovação disruptiva a baixo custo e de modo ágil.

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A empresa deve ter uma visão holística, orientada principalmente para o Consumidor, e não apenas para a concepção única do produto. E a sua empresa, já começou a fazer parcerias no mercado? Possui muitas ideias na gaveta mas que precisam de um empurrãozinho?

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